RELEASE: Tudo o que há é o que já estava lá faz arqueologia visual de ações no espaço urbano

Notas sobre a intervenção "Tudo o que há é o que já estava lá"



RELEASE


"Tudo o que há é o que já estava lá"

Nova intervenção urbana de Tom Lisboa usa o fotojornalismo para resgatar memória visual de Curitiba

Pelo quinto ano consecutivo, e novamente no mês de maio, o artista visual Tom Lisboa cria uma intervenção urbana inédita para Curitiba. Depois de ocupar 20 outdoors em Ficções Urbanas(2004), instalar polaroides (in)visíveis(2005) em pontos de ônibus, espalhar as molduras coloridas do Projeto Cinematógrafo(2006) em vários pontos da cidade e utilizar os parques como cenário para Blow up(2007), chega a vez de "Tudo o que há é o que já estava lá".

O título nostálgico deste novo projeto faz uma homenagem ao fotojornalismo e à sua capacidade de poder perpetuar cenas efêmeras em espaços que permanecem quase inalterados através dos anos. "Por exemplo, nas últimas décadas, as escadarias da Universidade Federal do Paraná, na Praça Santos Andrade, já abrigaram vários manifestos e celebrações. O que eu queria experimentar nesta intervenção era uma maneira de devolver a determinado espaço sua memória visual. Obviamente, eu não teria conseguido nada sem o trabalho dos fotojornalistas, profissionais que organizam imageticamente um mundo sem sentido", afirma Lisboa.

Para chegar às 50 fotografias que serão expostas em pequenos porta-retratos, na dimensão 20x25cm, Lisboa deu início a um processo quase arqueológico: descobrir, nos mais variados jornais, as ações que aconteceram nas proximidades de locais como a Catedral Metropolitana, Palácio Iguaçu, Rua XV de Novembro e Museu Oscar Niemeyer. Depois deste processo seletivo, que reunia imagens de 1936 a 2008, o artista começou a reelaborar digitalmente estas fotografias, retirando delas as pessoas/personagens "que não estão mais lá".

O que vai ser visto, de 17 a 26 de maio, em Curitiba, vai ser a reinserção destas fotografias manipuladas no local onde foram originalmente tiradas. Uma maneira poética de propor o reencontro da foto do jornal com seu "antigo habitat" e de recuperar a visibilidade que circunda determinado espaço. "O que tem me agradado em 'Tudo o que há é o que já estava lá' é esta sobreposição de intervenções: a intervenção urbana, minha interferência sobre as fotografias de outros fotógrafos e o próprio conteúdo de cada foto, que remete a ações realizadas por anônimos na capital paranaense".

Serviço:
"Tudo o que há é o que já estava lá", intervenção urbana de Tom Lisboa
Data: 17 a 26 de maio de 2008
Locais: Praça Santos Andrade, Praça Osório, Praça Generoso Marques, Praça 19 de dezembro, Bondinho da XV, Rua XV de Novembro, Palácio Iguaçu, Prédio da Reitoria, Museu Oscar Niemeyer, Câmara Municipal, Rua 24h, Catedral Metropolitana, Av 7 de Setembro e Passeio Público.

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NOTAS SOBRE A INTERVENÇÃO “TUDO O QUE HÁ É O QUE JÁ ESTAVA LÁ”

1) O título da intervenção foi retirado da peça “Thom Pain – Lady Grey”, de Will Eno, que foi encenada pela Sutil Companhia de Teatro, em julho de 2005, no Teatro José Maria Santos, em Curitiba. Desde esta época, a frase “Tudo o que há é o que já estava lá” era um título para uma exposição que ainda não havia sido concebida 

2) Para confeccionar as 50 fotos de “Tudo o que há...” foram utilizadas fotos de 27 fotógrafos que foram publicadas em 8 jornais que circulam em Curitiba.

3) Fotógrafos/jornais citados na intervenção: Albari Rosa (Gazeta do Povo), Alberto Melnechucky (O Estado do Paraná), Amaury Cosiaki (Indústria e Comércio), Anderson Tozado (O Estado do Paraná), Antonio Costa (Gazeta do Povo), Cid Destefani (Gazeta do Povo), Aniele Nascimento (Gazeta do Povo), Arnaldo Alves (Gazeta do Povo), Daniel Castellano (Gazeta do Povo), Daniela Alves (Gazeta do Povo), Edison Jansen (Jornal do Estado), Hedeson A Silva (O Estado do Paraná/Gazeta do Povo), Ivonaldo Alexandre (Gazeta do Povo), Jonal Oliveira (Jornal do Estado), Jonathan Campos (Gazeta do Povo), Jorge Derviche Filho (Gazeta do Povo), Jorge Woll (Gazeta do Povo), Leandro Taques (Folha do Paraná), Liudi Hara (Primeira Hora), Lucimar do Carmo (O Estado do Paraná), Marcelo Almeida (Gazeta do Povo), Marcelo Elias (Gazeta do Povo), Miro Matiak (Gazeta do Povo), Priscila Foroni (Gazeta do Povo), Reinaldo Guidolin (Gazeta do Povo), Rodolfo Büher (Gazeta do Povo), Vinícius Calomeno (Gazeta do Povo), Washington Fidélis (Gazeta do Paraná).

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