| SOBRE AS
POLAROIDES (IN)VISÍVEIS
últimas notícias
01/12/08 polaroides
(in)visíveis na coluna de Contardo Calligaris, Folha de
São Paulo
30/11/08 Estudantes
de graduação da Unicamp, de cursos de licenciatura, fazem
workshop a partir da idéia das
polaroides (in)visíveis.
26/11/08 Leia
o texto "polaroides (in)visíveis: um novo convite à
flânerie, de Aletea
Hoffmeister Mattes e Rosângela Cherem, artigo
desenvolvido para o Mestrado em Teoria e História da
Arte, da UDESC
31/10/08 Referência
às polaroides (in)visíveis na pichação de domingo, da
Bienal de São Paulo
09/10/08 polaroides
(in)visíveis participa de coletiva no Instituto Tomie
Ohtake, em São Paulo
22/08/08 Leia
o texto "Paisagens e Lugares: uma abordagem da
geografia cultural para intervenção urbana
polaroides (in)visíveis, de Tom Lisboa, em
Curitiba", de Tania Bloomfield (texto
apresentado no 17º. Encontro Nacional de Pesquisadores em
Artes Plásticas – ANPAP – em 22/08/09, UDESC, Florianópolis,
SC)
22/08/08
Leia
o texto "Paisagens e Lugares: uma abordagem da
geografia cultural para intervenção urbana
polaroides (in)visíveis, de Tom Lisboa, em
Curitiba", em PDF
17/07/08 Intervenção
urbana polaroides (in)visíveis desenvolve 16 obras para
Campinas
17/07/08 "polaroides
(in)visíveis - intervenções privadas" em
Campinas
maio/08 Workshop
das polaroides (in)visíveis cria mais 20 polaroides para
Curitiba
abril/08 (des)aparecidos
é o novo desdobramento da série polaroides (in)visíveis
15/01/08 Galeria do Sesc
Água Verde inaugura a exposição "polaroides
(in)visíveis - auto-retratos"
14/10/08 "polaroides
(in)visíveis - intervenções privadas" em Colônia,
Viena e Nurembeg
22/10/07 "polaroides
(in)visíveis - intervenções privadas" em Brasília
20/10/07 polaroides
(in)visíveis participam do Fotoarte 2007
16/10/07 Caixa
Cultural inaugura a exposição "polaroides
(in)visíveis - mapeando um novo olhar para curitiba"
textos de apresentação
Docere,
delectare, movere: o que pode uma imagem,
por Paulo Veiga Jordão e Rosana H. Monteiro
(out/2007 - Caixa Cultural)
E a cidade
se revela nas polaroides de Tom Lisboa, Profª Drª Rosana
Horio Monteiro
As polaroides
(in)visíveis e seus deslocamentos, por Tom Lisboa
releases
polaroides
(in)visíveis - uma intervenção em quatro espaços
(outubro/2007 - Caixa Cultural)
Do espaço
urbano para o virtual (setembro/2006)
polaroides (in)visíveis, em Porto Alegre
(agosto/2006)
polaroides (in)visíveis, em Curitiba (maio/2005)
outros
As polaroides (in)visíveis
no Salão
Nacional de Arte de Goiás
Do espaço
urbano para o virtual
as polaroides (in)visíveis e o espectador como interventor
Durante uma semana, no último
mês de agosto, o artista visual curitibano Tom Lisboa esteve
em Porto Alegre realizando sua premiada intervenção urbana
chamada polaroides (in)visíveis, ganhadora do Prêmio Porto
Seguro de Fotografia, em 2005.
Ao todo, Tom Lisboa criou e
espalhou pela capital gaúcha cerca de 40 polaroides desta
série "fotográfica" que é feita em papel sulfite
amarelo, sem câmera e sem imagem. Explica-se: no lugar da
imagem, Lisboa descreve enquadramentos quase ocultos do espaço
urbano que serão revelados apenas pelo espectador que seguir
as orientações dos textos contidos em cada obra.
Agora em setembro, quase um
mês depois que a intervenção ocupou as ruas, com certeza
não resta mais nenhum exemplar das polaroides (in)visíveis
exposto, até porque são todas adesivadas com fita crepe
para não danificar o mobiliário urbano. No entanto, consciente
do quão efêmeras são suas obras, durante sua ação em
Porto Alegre, Lisboa registrou cada local utilizado, voltou
para Curitiba, disponibilizou todo seu percurso na internet
e retorna à cidade para um evento duplo, lançar o site das
"polaroides (in)visíveis em Porto Alegre" e
reunir todas as polaroides criadas na Galeria Lunara, da Usina
do Gasômetro. De acordo com o artista: "O espaço virtual,
depois do espaço urbano, é o segundo espaço que eu ocupo
e o que permite dar continuidade à intervenção no próprio
espaço urbano. Com as polaroides e seu local de colocação
na internet, qualquer pessoa pode imprimir as polaroides em
casa, fazer a intervenção no meu lugar e ver as imagens
propostas pelas obras. É o espectador assumindo também o
papel de interventor."
Porto Alegre foi a primeira
cidade, depois de Curitiba, a ser mapeada por Tom Lisboa.
Por estabelecer novos pontos de vista para o espaço urbano
e romper a imobilidade imposta pelo cartão postal estas polaroides
convidam o espectador a interagir de uma forma original com
o espaço em que habita. Curitiba e Porto Alegre já estão
no mapa. E quem quiser fazer a intervenção é só acessar
a internet e ir para a rua.
Site das "polaroides
(in)visíveis em Porto Alegre":
Para fazer a intervenção urbana polaroides (in)visíveis
em Porto Alegre, acesse o site www.sinTOMnizado.com.br/polaroides
e clique na opção "o espectador como interventor"
Exposição polaroides (in)visíveis,
de Tom Lisboa, na Galeria Lunara
Endereço: Usina do Gasômetro - Av. Pres. João Goulart,
551, 5º andar
Data: abertura 14 de setembro de 2006, às 19h
Aberta para visitação até 15 de outubro, das 9h às 21h,
de terça a domingo
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polaroides (in)visíveis
segunda intervenção
urbana de Tom Lisboa dá continuidade à reflexão sobre fotografia
Um ano após ocupar o centro
de Curitiba(PR) com os 20 outdoors de sua exposição fotográfica
"Ficções Urbanas: o documentário", o artista
Tom Lisboa segue explorando novas possibilidades de diálogo
com o público e reafirmando o espaço urbano como um local
privilegiado para manifestações artísticas.
Ele continua focando a região
central da cidade, mas o objetivo agora é despertar a
atenção e ampliar as fronteiras do espaço urbano que nos
circunda. Para este novo projeto, denominado polaroides (in)visíveis,
ele procurou um espaço onde a ação estivesse "estagnada",
propiciando ao espectador uma necessária pausa para a
observação: os pontos de ônibus das praças Santos Andrande,
Carlos Gomes e Zacarias, de grande circulação diária e
local de espera de muitas pessoas. E isto é apenas o começo
de um longo processo. De acordo com Lisboa: "Com este
trabalho estou experimentando algo completamente novo. Nunca
expus nada que não envolvesse datas de abertura (e de término),
local definido e preocupação com o manuseio e transporte
das obras. Até os outdoors passaram por isto. As polaroides
(in)visíveis são quase descartáveis, podem ser roubadas,
jogadas fora ou repostas a qualquer momento, sua duração
é indefinida e podem, no futuro, ir ocupando os mais variados
espaços, até mesmo galerias."
Cada "polaroid" constiui-se
de um pedaço de papel amarelo, de dimensões muito próximas
à de uma polaroid normal e que traz, no lugar da foto, um
texto que aponta e revela reminiscências de um espaço que
percorremos diariamente sem, muitas vezes, olhar de fato.
"Atrás de você, do outro lado da rua, na parte inferior
do prédio bege, há o registro da silhueta de uma casa que
foi demolida"; "Stefania Boneca deixou seu telefone
para contato no orelhão aqui ao lado"; "Durante
o dia, os vidros jateados da Caixa Econômica transformam
as pessoas dentro da agência em fotografias desfocadas"
são algumas das frases que compõem este universo de cenas
eminentemente urbanas.
Sobre o título polaroides
(in)visíveis, fica pendente uma questão: é ou não é uma
exposição fotográfica? Tom Lisboa argumenta: "a referência
à polaroid e à fotografia não são equivocadas. Polaroid
tem a ver com este registro instantâneo que estou propondo.
A única diferença é que 'minha polaroid' não impõe a
visão de um fotógrafo, ela apenas dá a descrição de um
possível enquadramento. A imagem é a pessoa quem faz. É
a ausência da uma imagem procurando evidenciar o processo
de construção da própria imagem fotográfica que surge
a partir de cada subjetividade."
Local:
inicialmente nos pontos de ônibus das praças Santos
Andrade, Carlos Gomes e Zacarias,
em Curitiba(PR).
Data de início:
20 de maio de 2005, mas sem data para término.
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polaroides
(in)visíveis: intervenção urbana expande suas fronteiras
Porto Alegre é a primeira cidade fora de Curitiba a
ser mapeada por Tom Lisboa
No dia 20 de maio de 2005,
dezoito pontos de ônibus, de três praças centrais de Curitiba,
amanheceram com pequenos papéis amarelos adesivados. Neles,
pequenos textos revelavam ao espectador imagens que poderiam
passar despercebidas na correria do dia-a-dia. “Atrás de
você, do outro lado da rua, na parte inferior do prédio
bege, há o registro da silhueta de uma casa que foi demolida";
"Durante o dia, os vidros jateados da Caixa Econômica
transformam as pessoas dentro da agência em fotografias desfocadas"
são algumas das frases que descreviam este universo de cenas
eminentemente urbanas.
Era o início da intervenção
de Tom Lisboa chamada polaroides (in)visíveis que, apesar
da referência à fotografia, é feita em papel sulfite amarelo
(nas dimensões 14x11,5cm), ou seja, não utiliza câmera,
imagem ou filme. De acordo com o Lisboa: “A relação com
a polaroid e a fotografia não são equivocadas. Polaroid
tem a ver com este registro instantâneo que estou propondo.
A única diferença é que minha polaroid não impõe a
visão de um fotógrafo, ela apenas dá a descrição de um
possível enquadramento. A imagem é a pessoa quem faz. É
a ausência da uma imagem procurando evidenciar o processo
de construção da própria imagem fotográfica que surge
a partir de cada subjetividade." E os profissionais do
meio fotográfico vêm reconhecendo esta iniciativa. Prova
disto foi a conquista do Prêmio Porto Seguro de Fotografia,
um dos mais concorridos do país, na categoria pesquisas contemporâneas,
em 2005.
Depois de Curitiba, Porto Alegre
é a primeira cidade a receber a intervenção. Através de
uma parceria com a Galeria Lunara, de 8 a 13 de agosto, Lisboa
estará na capital gaúcha adesivando seus “papéis amarelos”
e procurando novos enquadramentos da cidade, preferencialmente
aqueles diferentes do cartão postal. “As polaroides (in)visíveis
são o resultado de um percurso muito particular que traço
dentro da cidade. Tanto que em cada novo centro urbano as
polaroides têm que ser refeitas. Ou seja, as obras feitas
aqui não farão sentido se forem levadas para Curitiba ou
qualquer outro lugar. Entre o texto da polaroid e a imagem
que ele revela é preciso uma proximidade física.”, afirma
o artista visual. Está prevista a confecção de 40 polaroides
(in)visíveis para Porto Alegre e, em cada uma delas, uma
nova maneira de entendermos a fotografia e vermos a cidade
que habitamos.
A intervenção em três
espaços: na cidade, na galeria e na internet
Tom Lisboa ainda vai retornar
a Porto Alegre no mês de setembro para duas novas atividades.
A primeira é reunir todas as 40 polaroides (in)visíveis
espalhadas pela cidade na Galeria Lunara e, a segunda, lançar
o site que transforma o espectador gaúcho em um tipo de interventor.
Em relação a este segundo tópico o artista explica:
“Como as polaroides são efêmeras e deseparecem muito rápido
das ruas, a internet é um meio que permite que a intervenção
possa ser realizada a qualquer momento, por qualquer pessoa.
Nesta interface eu disponibilizo todas as polaroides e
seus locais exatos de colocação para serem impressas pelo
espectador. Assim, eu dou continuidade à parceria que procuro
estabelecer com o público: na rua, eu descrevo o enquadramento
e ele faz a imagem; na internet, eu dou a polaroid e ele faz
a intervenção”.
Em tempo: quem for a Curitiba
já pode imprimir as primeiras 18 polaroides (in)visíveis
criadas por Tom Lisboa e percorrer o mapeamento feito pelo
artista para a capital paranaense. Basta acessar o site www.sinTOMnizado.com.br/polaroides.
Serviço:
Intervenção urbana polaroides
(in)visíveis, de Tom Lisboa
No espaço urbano de Porto Alegre: 8 a 13 de agosto de 2006
Na Galeria Lunara: a partir de 14 de setembro de 2006 (Usina
do Gasômetro - Av. Pres. João Goulart, 551) – Lançamento
do site na abertura da exposição na Galeria
Contato com Tom Lisboa: tomlisboa@terra.com.br
Sobre Tom Lisboa: www.sinTOMnizado.com.br/tomlisboa
Fotos em alta resolução em
www.sinTOMnizado.com.br/fotospolaroides.htm Informações
sobre a intervenção www.sinTOMnizado.com.br/polaroides
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E a
cidade se revela nas polaroides (in)visíveis de Tom Lisboa
Profª Drª Rosana Horio
Monteiro
Universidade Federal de Goiás
Faculdade de Artes Visuais
Mestrado em Cultura Visual
Assim como o viajante veneziano
Marco Pólo, de Cidades invisíveis (Ítalo Calvino, 1972),
o artista Tom Lisboa descreve o que vê em pontos específicos
das cidades por onde circula, imprimindo pequenos relatos
em suas polaroides (in)visíveis. Não há imagens, mas sim
textos. Não há câmera fotográfica, nem tampouco filme.
Polaroides (in)visíveis são não-fotografias, efêmeras,
flexíveis. Adaptam-se a qualquer espaço urbano e saem das
ruas para as galerias de arte e de lá para a internet, retornando
ao espaço urbano através da mediação do usuário-observador.
Podem ser roubadas, descartadas ou repostas.
Em Cidades invisíveis, Marco
Pólo descreve as 55 cidades que visitara para o imperador
Kublai Khan, que pretende construir um império perfeito através
dos relatos que ouve. No livro, estabelece-se uma relação
entre escutar e dizer. Ao imperador conta mais o que quer
escutar e não o que Marco Pólo tem a dizer. Em polaroides
(in)visíveis, Tom Lisboa convida o espectador a ver mais
de perto a cidade em que vive, provocando-o, instigando o
seu olhar sobre a cidade. É a relação entre ver e olhar,
entre conhecer e reconhecer a cidade. Nesse jogo, a cidade
se revela através de uma imagem que se constrói, se fixa
a partir da subjetividade do olhar de cada observador.
Com as polaroides Tom Lisboa
nos mostra, assim como em Cidades invisíveis, que ao se concentrar
o olhar nas luzes fracas e distantes descobre-se quanta escuridão
existe em torno.
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As
polaroides (in)visíveis e seus deslocamentos
por Tom Lisboa
Antes da
intervenção polaroides (in)visíveis (2005), uma característica
de minha pesquisa fotográfica era a imobilidade. E não me
refiro à imobilidade própria da fotografia, mas ao meu processo
de criação. Eu não costumava “sair para fotografar”.
Eram as imagens que vinham até mim, seja através da televisão
ou das páginas dos jornais, que eram capturadas, reelaboradas
e ampliadas em papel fotográfico.
Em polaroides
(in)visíveis este processo aparece invertido: sua execução
surge a partir de um deslocamento que faço pela cidade, não
é necessária a utilização de câmera para registrar o
que vejo e a produção da imagem é transferida para quem
lê o texto da polaroid. Neste sentido, deslocamento parece
ser uma palavra importante nesta intervenção: do artista,
do olhar do espectador, do fazer fotográfico e da visibilidade
muitas vezes estacionada que temos do local em que habitamos.
Analogamente,
as polaroides (in)visíveis discutem este deslocamento ao
propor uma possível mobilidade entre o espaço real e o
virtual. O espaço real é o da cidade, do espectador como
criador de imagens, das obras que, efêmeras, são absorvidas
pela agitação urbana. Já o espaço virtual é o da internet,
do registro do percurso que fiz dentro da cidade e da possibilidade
de qualquer pessoa realizar a intervenção em meu lugar,
ou seja, o espectador como interventor.
A Galeria
Lunara se transforma agora em ponto de convergência para
analisarmos estes deslocamentos, um local para reflexão sobre
a ocupação de espaços.
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