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O assunto é fascinante e,
embora seja uma Dissertação de Mestrado, a linguagem é clara
e acessível, não se limita à área universitária,
familiarizada com noções conceituais de sociedade do espetáulo,
comunicação e cultura de massas. O autor, além de todos os
outros méritos, consegue tornar o conteúdo de seu trabalho
acessível ao simples amante cinema e a leitura envolve o leitor
desde o primeiro momento, desenvolve-se com fluência, e, ao
final, fechamos a obra muito satisfeitos, não só pelo conteúdo
e pelo maior conhecimento de adquirimos através dela, como também
por concluirmos que um livro teórico não precisa
necessariamente ser maçante ou cansativo, ao contrário pode
constituir-se em uma reflexão estimulante, e uma leitura
altamente prazeirosa.
Leila Míccolis
Poeta, escritora de cinema, teatro e TV, co-editora de
Blocos Online
Matéria completa em
www.blocosonline.com.br/literatura/servic/serrec14.htm |
Oscar é tema de livro
O fotógrafo Tom Lisboa lança obra em que aborda aspectos
curiosos sobre o prêmio mais famoso do cinema
Katia
Michelle Pires,
Folha de Londrina, 25/11/04
Um guerreiro dourado que segura
uma espada poderia ser apenas uma estatueta. Mas é também o símbolo
do maior prêmio de cinema do mundo, o único capaz de modificar
a bilheteria de um filme. Agora a pequena escultura virou também
objeto de análise. A estatueta utilizada pela primeira vez em
1929 é tema do livro ''Entre a estatueta do Oscar e o Oscar da
estatueta'', que o fotógrafo Tom Lisboa lança hoje em
Curitiba. A obra é a primeira da coleção Recém-Mestre, um
projeto da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), que premia com
a publicação as dissertações que obtiveram nota máxima na
banca de defesa.
O trabalho apresentado ao Mestrado de Comunicação e Linguagem
da UTP começou a ser produzido em 2001 e foi apresentado no ano
passado. ''Foram dois anos de pesquisa e seis meses para
escrever a obra'', diz Lisboa. Ele conta que escolheu o tema
pela forte ligação do prêmio e da estatueta com a mídia,
questão que aparece também no seu trabalho como artista.
''Quis mostrar como nosso olhar foi condicionado a ver coisas
que não estão presentes no objeto original'', revela.
Para ele, por exemplo, a estatueta pode ser uma referência aos
heróis dos filmes americanos ou aos judeus que fundaram os
primeiros estúdios de Hollywood. ''Mas em princípio, o
guerreiro da estatueta não representa nada'', diz o autor. O
que ele ressalta, no entanto, é como a pequena escultura se
transformou num símbolo mundial de recomendação.
No livro, Lisboa optou por não levar em conta o mérito da
premiação. Aborda, porém, como a estatueta atua como espécie
de selo de qualidade dos filmes, independente dos atributos dos
mesmos. ''Eu deixei de lado a análise sobre o prêmio, mas
pessoalmente acho difícil existir uma premiação que dê conta
de toda a cinematografia mundial. Isso é quase imposssível'',
argumenta.
Para Lisboa, o Oscar se transformou num rótulo semelhante a um
produto massificado pela publicidade. ''Não quer dizer que seja
verdadeiro ou falso, mas sim que a repetição faz com que o
produto seja aceito'', diz. O autor salienta ainda que o cerimônia
do Oscar é a única transmitida no mundo inteiro, numa mesma
data, premiando filmes que o público já viu, o que aumenta a
participação e o interesse da população. ''Além disso,
existe também o fascínio que as estrelas exercem sobre as
pessoas'', complementa.
Esse fascínio é exemplificado pelo fotógrago com a cerimônia
que comemorou 75 anos da premiação. ''A organização colocou
75 atores e atrizes no palco. Não tinha nenhum diretor ou
roteirista'', lembra. A estatueta do Oscar e o Oscar da
Estatueta'' tem cinco capítulos além de anexos que mostram os
filmes ganhadores do Oscar; uma amostra da taxa de ocupação de
tela dos filmes americanos, além dos países que receberam
transmissão ao vivo da cerimônia no ano passado.
A obra traz ainda dois apêndices que registram o reflexo que a
imagem do Oscar representa na sociedade brasileira. O primeiro
é uma listagem de 74 exemplos que fazem referência a um
determinado tipo de ''Oscar'', como o ''Oscar da televisão
americana (Emmy) e o Oscar Brasileiro (Prêmio BR de Cinema), e
títulos curiosos, como o ''Oscar das Panificadoras'' ou o
''Oscar da Pecuária''. O segundo apêndice mostra réplicas da
estatueta em eventos nacionais que nem sempre estão ligados ao
cinema.
http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=4145&dt=20041125 |
Livro aborda novos aspectos
relacionados ao Oscar
Estudar as diferentes facetas relacionadas à maior premiação
mundial do cinema. Esse é o tema do livro “Entre a Estatueta
do Oscar e o Oscar da Estatueta”, obra que será lançada pelo
fotógrafo e mestre em comunicação e linguagem, Tom
Lisboa, nesta Quinta (25/11), às 19h30, na Livrarias
Curitiba Megastore do ParkShopping Barigüi, com entrada franca.
Considerado o primeiro livro que deixa de lado a questão do mérito
da premiação, a obra foi justificada, segundo o autor, por
diferentes motivos. `Se o Oscar representasse a excelência do
cinema mundial, teria que cumprir a impossível tarefa de `fazer
justiça` a todas as cinematografias. Por outro lado, se fosse
um prêmio pouco importante, não teria os altos índices de
audiência que registra a cada ano e não contaria com o apoio
da mídia, da indústria do cinema e de outros países do
mundo`, diz.
Para o estudioso do assunto, ser bom ou ruim não serve para
explicar o fenômeno que circunda este objeto. Guy Debord, em a
`Sociedade do Espetáculo`, faz uma reflexão: `No espetáculo o
fim não é nada, o desenrolar é tudo`. `Neste caso, bom ou
ruim é um fim, um rótulo, algo que já estaria sacramentado`,
explica Lisboa. “Duvidar do que vemos é a melhor forma de
irmos além da aparência, da superficialidade do que nos é
mostrado”, completa.
Objetivos
O livro tem foco neste
desenrolar, em como se formou este invólucro invisível que foi
construído em torno da estatueta, mas que alterou
definitivamente a maneira do telespectador percebê-la. Isto
porque, em 1929, este objeto era apenas um guerreiro dourado que
segurava uma espada. Atualmente, sua imagem é decodificada pelo
público como um aval de qualidade e excelência.
O foco principal do livro deixa de lado as intrigas de
bastidores, as estatísticas mirabolantes ou as injustiças
desta premiação. Apesar das informações serem repletas de
curiosidades para o leitor, todas são utilizadas como suporte
para algum tipo de reflexão.
Tom Lisboa é fotógrafo, especialista em marketing,
mestre em comunicação e linguagem e se dedica ao estudo do
Oscar há 17 anos. Em 2004, fez duas exposições em Curitiba,
que procuraram estabelecer as similaridades que existem entre a
fotografia e mídia em geral, que são a edição, a
recontextualização de imagens e a necessidade de um ponto de
vista que as dê forma. Foram elas: “Ficções Urbanas: O
Documentário”, exibida em 20 outdoors no centro de Curitiba
(www.sintomnizado.com.br/ficcoesurbanas) e “A Fórmula
Repaginada” que foi apresentada na Casa Andrade Muricy e,
posteriormente, no Museu de Arte Contemporânea de Campinas
(MAC), (www.sintomnizado.com.br/aformularepaginada).
O livro é o primeiro volume da Coleção Recém-Mestre, da
Universidade Tuiuti do Paraná, cujo objetivo é disponibilizar
para a sociedade suas dissertações que obtiveram nota máxima
da banca de defesa. Dessa forma, ele já chega ao público com a
avaliação de três doutores na área em que a dissertação
foi defendida.
O livro “Entre a Estatueta do Oscar e o Oscar da Estatueta”
tem 202 páginas, custa R$ 20,00, pode ser encontrado em
qualquer loja da rede ou no site www.livrariascuritiba.com.br
http://www.curitibainterativa.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=5115 |
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Oscar e nós
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fotógrafo e mestre em Comunicação Social Tom Lisboa lança
hoje, nas Livrarias Curitiba Megastore do Park Shopping
Barigüi (R. Professor Pedro Viriato Parigot de Souza,
600), o livro Entre a Estatueta do Oscar e o Oscar da
Estatueta. A obra busca “construir referenciais teóricos
a respeito do tema, formando um conjunto de dados e
informações que sirva como fonte de pesquisa”, escreve
Lisboa, logo na introdução. Longe das fofocas de
bastidores e curiosidades que costumam permear a
literatura sobre a estatueta dourada, o pesquisador traça
uma linha evolutiva dos valores representados pela peça.
Inicialmente vista como um mero objeto, com o passar do
tempo, a estatueta transformou-se em uma instituição com
“personalidade própria”, alega o autor. O volume,
baseado na tese de conclusão da pós-graduação de
Lisboa, é o primeiro da Coleção Recém-Mestre, da
Universidade Tuiuti do Paraná, que publica os trabalhos
qualificados com nota máxima pelos três doutores
componentes das bancas de aprovação.
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http://tudoparana.globo.com/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?id=420331 |
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Festival da
Literatura Cinematográfica
A tradicional
Tarde de Autógrafos do 32º Festival de Gramado - Cinema
Brasileiro e Latino, acontecerá na quinta-feira, dia 19
de agosto de 2004, às 17h, no Centro de Eventos da UFRGS. O
maior evento cinematográfico do Brasil será palco do lançamento
de uma grande variedade de literatura relacionada com a sétima
arte.
O evento terá a presença confirmada de Tom Lisboa ,
autor de "Entre a Estatueta do Oscar e o Oscar da
Estatueta", Raquel Maranhão Sá, de “Cineastas de
Brasília” e de Leopoldo Paulino, lançando a 5ª edição de
“Tempo de Resistência”. (...)
Matéria completa em
www.festcinegramado.com.br/html_noticia.php?newsid=55 |
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