Apresentação da intervenção urbana Blow up, por Tom Lisboa

Release

Clipping

Blow up participa da mostra oficial de Encuentros Abiertos, em Buenos Aires

Blow Up, intervenção de Tom Lisboa, TV Paranaense, Rede Globo, 22/05/07

Blow up, intervenção de Tom Lisboa, Net Processo, 22/05/07

Fotografias ampliadas se misturam à paisagem na intervenção "Blow up", Gazeta do Povo online, 22/05/07

Blow up: ampliando o olhar sobre a imagem, Portal Descubra Curitiba, 18/05/07

Visão ampliada: técnica permite ampliar imagem e ver coisas que ninguém imagina, Portal Bem Paraná, 17/05/07

Tom Lisboa apresenta Blow up, sua quarta intervenção urbana, Curitiba Interativa, 17/05/07

Nova intervenção de Tom Lisboa, Portal de São José dos Pinhais, 16/05/07

 

Apresentação da intervenção urbana Blow up, por Tom Lisboa

O encontro da natureza com o aparato técnico da câmera é capaz de fabricar verossímeis distorções do mundo. A réplica pode até adquirir naturalidade se for mascarado todo o processo de resignificação do real que lhe deu origem.  

Em Blow Up(1966), Michelangelo Antonioni parece propor que a verdadeira visibilidade é resultado de uma ação contrária à transparência e objetividade daquilo que se vê. Um exemplo disso é a história que se desenrola a partir da foto de um casal em um parque que é tirada por Thomas, o fotógrafo-protagonista. Nela, um cadáver permanece invisível na grama até o momento em que ele decide recortar, dissecar e ampliar esta imagem. A desmaterialização da cena romântica evidencia um possível assassinato. Por trás das formas familiares, uma nova dimensão se revela.  

Blow Up, a intervenção urbana, propõe o encontro do real com sua ampliação, da grama com sua versão digital expandida até estourar em pixels (blow up significa ampliação ou explosão). As fotografias desenvolvidas, que mais parecem lentes de aumento fixadas em árvores, contribuem para realçar o contraste entre o referente e sua representação. Desta forma, quem transitar pelos parques de Curitiba, no período em que durar a exposição, não testemunhará um crime, mas encontrará pistas que procuram investigar o aspecto construtivo da imagem.  

Em comum, filme e intervenção urbana dividem tanto a reflexão sobre simulacros imagéticos quanto compartilham o espaço simbólico da grama. É a partir dela que surgem ampliações abstratas, emerge um cadáver e onde, no último segundo de Blow Up, Antonioni faz Thomas desaparecer. A grama é, por assim dizer, um terreno favorável para autópsias, uma metáfora sobre a natureza da própria imagem.

 

Release

Blow up: ampliando o olhar sobre a imagem
Nova intervenção de Tom Lisboa faz referência ao clássico de Michelangelo Antonioni

Pelo quarto ano consecutivo e, novamente no mês de maio, Tom Lisboa realiza um projeto de intervenção urbana para Curitiba. Depois de ocupar outdoors em Ficções Urbanas(2004), instalar suas polaroides (in)visíveis(2005) em pontos de ônibus e espalhar seu projeto cinematógrafo(2006) em vários pontos da cidade, o artista lança Blow up(2007), uma série de 30 fotografias que será distribuída pelos parques Barigüi e São Lourenço, Bosque do Papa e Passeio Público.

A referência ao clássico Blow up, de Michelangelo Antonioni, foi o ponto de partida para este novo projeto. A começar pela escolha simbólica do parque, local que dá início à história. É lá que um fotógrafo registra, por puro voyerismo, um casal namorando. No entanto, ao ampliar sucessivamente esta foto, descobre, quase imperceptível na grama, a silhueta de um cadáver. “É do encontro da natureza com o aparato técnico da câmera que surgem os principais questionamentos do filme. Neste caso, a ampliação (blow up, em inglês) sugere uma metáfora sobre o próprio olhar, sobre a ideologia que está por trás da construção de uma imagem e nos é quase inapreensível”, explica Lisboa.

Tendo árvores como suporte, a idéia é provocar um contraste entre fotos de grama ampliadas próximas da grama real. No entanto, o artista não faz apenas uma ampliação. Com o auxílio do computador ele expande estas imagens digitais até o limite em que o pixel começa a aparecer. “Enfatizar a presença do pixel, que é invisível quando a fotografia é nítida ou ampliada de forma convencional, rompe quase totalmente o vínculo com a grama real. O resultado é uma fotografia-pintura. O pixel é o meu cadáver”, comenta Lisboa.

Serviço Blow Up
Quando: 18 a 24 de maio de 2007
Onde: Parques Barigüi e São Lourenço, Bosque do Papa e Passeio Público